O imposto da gasolina vai subir
Gasolina, diesel e gás de cozinha: o que os estados decidiram sobre o ICMS a partir de 1º de fevereiro de 2027.
Os estados decidiram aumentar o ICMS sobre combustíveis a partir de 1º de fevereiro de 2027. O imposto da gasolina vai de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, um aumento de R$ 0,07. Atenção ao que o número significa: R$ 1,64 é o imposto cobrado por litro, e não o preço da gasolina na bomba.
Os novos valores
O ICMS sobre combustíveis é cobrado hoje em um valor fixo em reais por litro (ou por quilo, no gás), igual em todo o país. A tabela mostra o valor atual do imposto e o novo valor.
| Produto | Imposto hoje | Imposto a partir de 1º/02/2027 | Aumento |
|---|---|---|---|
| Gasolina | R$ 1,57 por litro | R$ 1,64 por litro | R$ 0,07 (4,5%) |
| Diesel | R$ 1,17 por litro | R$ 1,30 por litro | R$ 0,13 (11,1%) |
| Gás de cozinha (GLP) | R$ 1,47 por quilo | R$ 1,54 por quilo | R$ 0,07 por quilo |
No gás de cozinha, o aumento do imposto num botijão de 13 quilos é de R$ 0,91 (R$ 0,07 vezes 13).
Quem decidiu
A decisão é dos estados e do Distrito Federal, reunidos no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A reunião foi em 27 de outubro de 2026, e os convênios foram publicados no Diário Oficial da União em 28 de outubro:
- Convênio ICMS 127/2026: gasolina e etanol anidro.
- Convênio ICMS 128/2026: diesel, biodiesel e gás de cozinha.
Os valores valem em todos os estados e no Distrito Federal. Até 31 de janeiro, continuam valendo as alíquotas de 2026.
Como o valor é calculado
Desde a Lei Complementar 192/2022, o ICMS desses combustíveis é um valor fixo por litro ou quilo, cobrado uma única vez na cadeia (o chamado regime monofásico, ou ad rem). Esse valor é atualizado uma vez por ano, com base na variação dos preços médios divulgados pela ANP. Para 2027, a comparação usou as médias de fevereiro a setembro de 2026 contra o mesmo período de 2025.
O preço na bomba vai subir?
Não necessariamente na mesma medida. O aumento do imposto pode ser repassado ao consumidor, mas o repasse não é automático. O preço que você paga depende também do preço da Petrobras nas refinarias, dos custos de distribuição e transporte e da margem de cada posto ou distribuidora.
Como exemplo de conta, se o aumento fosse repassado integralmente, R$ 0,07 representaria cerca de 1,1% sobre uma gasolina a R$ 6,53 por litro (preço médio da ANP na semana encerrada em 17 de outubro). No botijão de gás a R$ 114,73, os R$ 0,91 seriam cerca de 0,8%. É uma ilustração da ordem de grandeza, e não uma previsão de preço.
O que pode mudar antes de fevereiro
O Comsefaz, comitê dos secretários estaduais de Fazenda, informou que os estados avaliam antecipar a atualização do diesel por causa da instabilidade no preço do petróleo. Não há proposta detalhada nem data. Por isso, o valor do diesel pode ser revisto antes de 1º de fevereiro.
Por que isso é política
O ICMS é um imposto estadual, e a decisão não passa pelo Congresso: é tomada pelos secretários de Fazenda dos estados no Confaz, e a regra de atualização anual vem de uma lei complementar. É um exemplo de decisão pública que chega ao orçamento de quem abastece o carro, compra um botijão ou paga o frete de um produto.
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R$ 1,64 é o preço da gasolina?
Não. R$ 1,64 é o valor do imposto (ICMS) por litro. O preço na bomba inclui o custo do combustível, outros tributos, os custos de distribuição e a margem do posto.
Quando o novo valor começa a valer?
Em 1º de fevereiro de 2027. Até lá, continuam valendo os valores de 2026.
Quanto sobe o diesel e o gás de cozinha?
O imposto do diesel passa de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, um aumento de R$ 0,13. No gás de cozinha, o imposto sobe R$ 0,07 por quilo, o que dá R$ 0,91 num botijão de 13 quilos.
Quem decide o valor do ICMS dos combustíveis?
Os estados e o Distrito Federal, no Confaz. A atualização anual é prevista na Lei Complementar 192/2022.
O preço da gasolina vai subir em fevereiro?
Pode subir, mas o repasse do imposto para o preço final não é automático e depende de cada elo da cadeia. Fontes: Confaz (Convênios ICMS 127/2026 e 128/2026, publicados no Diário Oficial da União em 28/10/2026), com valores conferidos nas reportagens do Poder360, da Exame e do Movimento Econômico. Preços médios: ANP.